Mostrando postagens com marcador Indice. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Indice. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Segundo semestre movimenta mercado imobiliário


O mercado de imóveis vem se configurando como um dos mais promissores da indústria brasileira e com a chegada do segundo semestre cresce o número de procura por imóveis na Grande Florianópolis. Com a movimentação de estudantes alguns setores da economia sentem, de forma positiva, a demanda. É o caso, por exemplo, do setor imobiliário que chega a registrar alta de até 10% no período.

Segundo o diretor de marketing do SECOVI Florianópolis/Tubarão, Lucas Madalosso, a movimentação é favorável para o segmento. “A expectativa é de que a busca se mantenha em alta, assim como foi no primeiro semestre. Destacamos o período de troca do semestre, julho e agosto, como os dois meses de maior procura”, comenta.

Com a procura em alta, para Lucas tudo indica que os aluguéis continuem subindo um pouco acima da inflação, ou seja, numa média de 9% ao ano. “Para o reajuste dos contratos vigentes, normalmente se utiliza o IGPM(FGV) como indexador, que é um índice que mede a inflação desde matérias-primas até bens e serviços. Por outro lado, o preço do aluguel dos imóveis à disposição pelas imobiliárias é fixado de acordo com o crescimento do mercado local, e da oferta e procura”, diz.
Fonte SECOVI /SC

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Virou bom negócio



por
 

Comprar um imóvel para alugar ou aplicar em fundo que fazem isso, um tipo de investimento que era um mico há alguns anos, virou uma ótima opção com a queda dos juros. Mas quem comprou antes pagou mais barato.
O engenheiro paulistano Luiz Fernando Gambi passou mais de 15 anos ouvindo provocações sempre que conversava sobre investimentos. Seus amigos aplicavam, basicamente, na bolsa e na renda fixa – e ficaram um bom tempo rindo a toa com os juros de 20% ao ano e com a valorização das ações, especialmente das empresas que abriram o capital entre 2004 e 2007 (algumas chegaram a subir mais de 50% num único dia). Só que ele sempre investiu em imóveis – e só em imóveis. Seu objetivo era comprar o maior número possível de casas e apartamentos (ele não diz quantos tem, mas corretores garantem que são mais de 50, todos em São Paulo) e alugá-los para conseguir um retorno de 1% ao mês. Para amigos, era uma loucura: Gambi passava vários finais de semana procurando imóveis, outros acompanhando a reforma de propriedades antigas e um bom tempo negociando com corretores – e, se tudo desse certo ganhava perto de 13% ao ano. Hoje, quando as conversas sobre investimentos aparecem, os papéis se invertem. São os amigos que ficam pedindo conselhos. “Eles querem saber os melhores bairros, o que eu visitei no fim de semana, essas coisas que pareciam chatas e agora parecem interessantes”, diz.
É verdade que comprar um imóvel para alugar – ou colocar dinheiro num fundo imobiliário que receba aluguéis de um shopping ou prédio comercial – não é o melhor negócio do mercado. O retorno que os investidores têm conseguido fazendo isso caiu de 7% para 6% ao ano, em média, nos últimos cinco anos, segundo uma pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Mas, pela primeira vez desde o início do Plano Real, em razão da queda dos juros, esse rendimento é maior que o de títulos públicos atrelados à inflação (faz-se essa comparação porque os aluguéis são, na maioria das vezes, corrigidos por índices de preço). E, no caso dos imóveis, ainda existe a chance de os preços subirem e o investidor ganhar algum dinheiro vendendo por um valor maior. A valorização dos imóveis continua, embora com menos força que em anos anteriores. Em média, os preços das casas e dos apartamentos subiram 18% em Recife, 16% em São Paulo, 15% no Rio de Janeiro e 4% em Brasília nos últimos 12 meses, de acordo com a Fipe. Mas quem comprou há anos, como Fernando Gambi, ganhou mais de 300%.
Reportagem-Exame-Imoveis-3
Em geral, os imóveis mais fáceis de ser alugados são os pequenos, de até dois dormitórios – um levantamento do site Zap, que reúne os classificados eletrônicos para a venda de imóveis em sete cidades, mostra que os apartamentos com aluguel no valor entre 1500 e 2000 reais são os mais pesquisados pelos usuários. Em parte, isso é explicado pela mudança no perfil de moradia dos brasileiros: na última década, o número de pessoas por domicílio caiu 16%, e quem decide sair de casa geralmente procura um lugar pequeno. Mas, para ganhar dinheiro comprando e alugando imóveis desse porte, é preciso barganhar para pagar pouco. Se é mais fácil alugar cobrando até 2000 reais por mês, o preço não pode ser muito superior a 400.000 reais – e é cada vez mais difícil encontrar imóveis de dois quartos por esse preço em algumas capitais.
Uma alternativa à compra de uma casa ou apartamento é partir para os fundos imobiliários. Há carteiras de aplicação mínima de 1000 reais. Alguns fundos distribuem em rendimento mensal, como se fosse um aluguel – é o caso daqueles que aplicam em shoppings, universidades, hospitais e empreendimentos comerciais já prontos e com inquilinos. No último ano, o rendimento médio foi de 9% ou 0,75% ao mês, segundo levantamento feito pela empresa especializada em investimentos imobiliários Uqbar/Portal TLON. Esse rendimento, somado à valorização dos imóveis, deu aos cotistas um retorno de 35% – e, pelas regras atuais, os fundos são isentos de impostos de renda. Foi um negócio excelente. Mas, claro, há riscos que, até agora, a maioria dos investimentos, entusiasmada com os altos rendimentos, tem ignorado. Alguns fundos aplicam parte do patrimônio em imóveis com problemas – como prédios com dívidas com o INSS e inquilinos que não têm alvará para de mudar – na esperança de resolvê-los de forma rápida e sem prejudicar o retorno de fundo. Mas, se der tudo errado, o investidor fica no prejuízo. O conselhos dos especialistas é que, antes de colocar dinheiro num desses fundos, o investidor separe algumas horas para ler o prospecto de cerca de 200 páginas, que reúne as informações sobre os imóveis – e os riscos da aplicação.
Quem acha que tem condições de avaliar os riscos de imóveis comerciais melhor que os gestores de fundos pode investir neles diretamente. A opção mais comum são os escritórios. Há os de altíssimo padrão, concentrados basicamente em São Paulo e no Rio de Janeiro, que custam alguns milhões de reais. Uma alternativa mais barata são as “salinhas”, escritórios menores, geralmente alugadas por médicos, arquitetos e outros profissionais liberais. As mais baratas custam cerca de 300.000 reais. O valor anual do aluguel representa, em média, 10% do preço total do imóvel. É um percentual mais alto que o de imóveis residenciais, mas, segundo os especialistas, o risco também é maior. De acordo com consultores imobiliários, os prédios comerciais costumam ser construídos em ondas. As cidades ficam anos sem oferta e, de repente, vários edifícios são inaugurados ao mesmo tempo, o que pode derrubar os preços. Foi o que ocorreu com as salinhas em São Paulo. De 2007 a 2012, foram entregues 23.000 salas com até 100 metros quadrados. Corretores estimam que 40% delas estejam desocupadas (não há levantamentos oficiais para esse setor). A consultoria imobiliária Colliers também prevê um excesso de oferta de escritórios de alto padrão em São Paulo nos próximos meses, porque há prédios sendo construídos e o desaquecimento da economia em 2012 reduziu a procura das empresas por novos escritórios.
Reportagem-Exame-Imoveis-5
Nenhum consultor financeiro recomenda que os investidores façam como Fernando Gambi e apliquem tudo o que têm em imóveis. Ainda que a renda recebida com os aluguéis possa ser usada para cobrir algum gasto inesperado – ou para pagar a viagem de férias, por exemplo -, concentrar as apostas é arriscado. E também há oportunidades interessantes na renda fixa e na bolsa – com retorno algumas vezes superior ao do mercado imobiliário. De forma geral, os especialistas sugerem investir entre 5% e 30% do patrimônio em imóveis ou fundos do setor. “Deixar de considerar essa opção é um erro ainda mais num momento em que todo mundo precisa buscar retorno maior e renda fixa”, diz Rodrigo Menon, sócio da Consultoria Beta Advisors, que atende clientes de alta renda. O que Luiz Fernando Gambi tem dito a seus invejosos amigos? “É difícil achar bons negócios”, afirma. “Só procurando muito”. Vale, para investimentos no mercado imobiliário, a mesma regra de sempre. É até possível ganhar mais dinheiro que a média. Mas que dá um trabalho danado, dá.
Fonte: Revista Exame.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Setor imobiliário terá índice oficial de preços



SEGUNDA-FEIRA, 25 DE JULHO DE 2011

O governo prepara dois novos indicadores para acompanhar a variação dos preços dos imóveis, que nos últimos anos apresentaram valorização acima do usual. Chamado até agora de Índice de Valorização de Imóveis, o primeiro deles, reconhecido como oficial, será elaborado pelo IBGE, em parceria com os bancos. Outro convênio foi firmado entre a Caixa Econômica Federal, a Fundação Getulio Vargas (FGV) e a Abecip, que representa as instituições que operam crédito imobiliário por meio da poupança, para apurar um segundo medidor para o segmento.

A ideia surgiu da necessidade de o Banco Central (BC) acompanhar os preços de um dos setores mais importantes da economia, mas que não possui nenhum indicador. Sob recomendação do BC, a Caixa fechou acordo com a FGV para fornecer suas avaliações das moradias. Esse convênio foi recentemente ampliado, com a ajuda da Abecip, que fez um guarda-chuva, fechando contrato com todos os demais bancos associados.



LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...